Para começar a saga, a festa era na Zona Norte, vulgarmente conhecida como ZN (*hehe*), e o taxista não sabia bem onde era. Do alto do seu mau humor, ele também não quis ouvir as explicações que tentávamos conseguir por telefone. Depois de algumas voltinhas, encontramos a maldita Estrada do Catonho.
Fiquei impressionada como uma festa em pleno domingo pode ser capaz de juntar tanta gente no Rio de Janeiro. De acordo com os organizadores, 3 mil pessoas compareceram! Não tenho como checar esse informação, mas acredito que no horário que cheguei (que já era quase final da festa), mais de mil e quinhentas pessoas ainda estavam lá.
Trouxemos a chuva conosco: foi pisar na festa, e o céu desabar. Pânico: o palco não tinha uma boa cobertura e, bem na hora da troca do DJ, o equipamento começou a molhar. Os organizadores cobriram a tenda com um plástico esvoaçante, e nos salvamos os cds cobrindo-os com blusas.
A festa ficou sem som por intermináveis dez minutos. Quando voltou, era a vez do Kore tocar. Adorei o som dele, bem groovy, sem elevar muito o BPM, mantendo no entanto a animação para não baixar a bola dos tranceiros (incluindo nesse momento vários pós-fritos, claro.)
Depois dele, foi a vez de um live chamado Audio Factory. A galera começou a montar o equipamento, e proporcionalmente minha dor no coração foi aumentando! Aqueles macintoshs e controladores MIDI expostos a cerração e umidade, protegidos apenas por uma blusa de moletom. Ainda bem que a galera sentiu o perigo e desistiu, pondo um fim a “PVT”.
Depois da demora para ir embora, a galera ainda foi parada por uma blitz. Como bons cariocas, os queridos policiais tentaram nos arrancar dinheiro de qualquer jeito. Implicaram até com o fato do taxista não ter dado seta para encostar (a mando da própria policia)! Unbelievable, né? É triste, mas no rio nem me surpreendo mais.
Saldo final: valeu a pena! Mas só porque eu sei me divertir em qualquer lugar. :D
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