segunda-feira, 29 de setembro de 2008

SKOL BEATS SP - 27/09/08

Não gostei muito da forma como organizaram o evento esse ano. Meu deus, será que estou ficando velha e rabugenta? Quase toda critica inicio com uma reclamação!
Anyway, admito que nenhum Skol Beats vai superar o de 2006 – quando vi ao vivo um dos motivos de gostar de musica eletrônica, o Prodigy. Foi definitivamente um dos –senão O - ponto alto da minha adolescência.
Depois dos problemas de tumulto que aconteceram em 2006 (A VejaSP elegeu o Skol como o pior evento daquele ano – mas eu não vi uma confusão sequer),em 2007 a organização optou por dividir o evento em dois dias, outra decisão que gerou controvérsias.
Esse ano a organizava optou por um modelo faca-você-mesmo, uma jogada esperta, pois envolveu o público com o evento com bastante antecedência, permitindo votar – dentro de uma gama (oferecida por eles, claro) desde o line up, passando pelo tipo e tamanha de evento, Vjs que projetariam imagens e ate as ONGs que as latinhas coletadas seriam doadas. A votação resultou num evento bem menor – cerca de 14 mil pessoas compareceram. Como todos os eventos tem adquirido proporções megalomaníacas, achei até legal optar por algo reduzido. O numero menos de pessoas não surtiu efeito direto na estrutura do evento – foram 2 tendas mais o palco principal, além de restaurantes, lojas e espaços de convivência, e mais de vinte atrações.
Cheguei na festa bem cedo, por volta de 22h. Flow&Zeo tinham acabado de tocar na tenda terra – bummer! Encontramos uma amiga indo no sentido contrário ao da tenda Skol Beats, que estávamos nos direcionando. Ela avisou que estava fugindo pois, apesar da seleção musical estar ótima, o Noise estava sambando em todas as viradas. COMO ASSIM? Fomos conferir, e era tudo verdade! Para mim, só podia ser algum problema no retorno, porque o Anderson já tem experiência mais que demais para errar numa coisa dessas.
O Justice... bem, o Justice! Eu não gosto de maximal, pra começar. Tá, o Justice não é maximal? Enfim. Eles realmente fazem algo diferente. Eu só estava realmente ansiosa por duas músicas, mas me diverti horrores no show inteiro. Eles têm algo de heavy metal, desde a pose até a música.E aí não tem jeito, me pega mesmo, relembrando a minha adolescência metHAL. (If you`re no tinto methal, you are not my friend!)
Já o Dubfire... DUBFIRE! Era quem eu mais queria ver. Toco algumas tracks dele e tenho achado o trampo dele incrível, muito bom mesmo! O set do cara fez valer minha viagem de OITO horas de ônibus! Olha a moral, hein??
Eu queria ir embora antes de ver o sol, mas um amigo ficou procurando outro amigo e acabou amanhecendo. E pior, vi o maldito sol nascer no palco principal, onde o maldito Armin Van Buuren (afffffff top #1 DJMAG MY ASS) tocava para um monte de pós fritos!
Meu deus, vi ele tocando a uns dois anos atrás, e achei ruim, mas não tão ruim! E não fiquei mais chata, eu já era na época.
Amigos localizados, partimos para o D-Edge, na esperança das tão-prometidas atrações-surpresa no line-up. E... surpresa! Não apareceu ninguém! Quando se promete muito, não acontece mesmo nada!
Difícil mesmo de superar é o after do ano passado, quando a Miss Kittin tocou por horas e horas sem parar, na caixinha escura e fora do tempo que é o clube. Para se ter uma idéia, no ano passado deixei o D-Edge as oito da noite de domingo! Dessa vez, entrei as oito da manha, e ao meio dia já tinha ido embora. Dizem que um dos mocinhos do Justice pintou por lá, mas nem chegou perto das pick-ups. Como nem o dono do clube estava lá, já dava pra sacar que não tinha muita coisa para acontecer.

0 comentários: