Admito que minhas expectativas já estavam lá embaixo. Então, não tinha como ficar muito frustrada. Fui na Chemical Music no RJ no ano de 2006, e já deu para constatar aquela parte do público que domina a frente da maioria das pistas do RJ. Sem preconceito (mas com pós-conceito), acaba juntando um monte de pitboys e pitgirls que dançam a musica aparentemente da mesma forma que executam os repetitivos exercícios de musculação da academia. Exagero? Confira você mesmo. As mocas usam pouca roupa, e os manos tiram a camisa para exibir os contornos dos músculos marombados. No calor e solzinho ameno que fazem no Rio, esses últimos se transformam em autênticos homens-golfinho, como bem definiu Claudia Assef: ficam suados e sem pudor nenhum de molhar qualquer um que se atreva cruzar o caminho.
Pois bem, sim, eu estava psicologicamente preparada. Chegamos na festa cedo, por volta de 23h. Era obrigatória a contribuição de 1kg de alimento, ou o pagamento de uma taxa. E lá vamos nos para o fim da mega fila de pagamento, enquanto alguns queridos cariocas furam a fila na nossa frente sem o mínimo pudor. Ainda na fila, adivinha? Começou a choveeer! Chuvinha fina, mas daquelas de deixar qualquer um encharcado e mal humorado para o resto da festa.
Eu, mais uma vez, me surpreendi com minha pré-preparação. Saquei da minha blusa-mochila uma capa plástica de chuva e meu ipod. Nada podia atrapalhar meu humor! :D
Quando a saga para entrar na festa finalmente acabou, fui assistir o Olivier Giacomotto.
O som foi um pouco repetitivo, mas mesmo assim interessante e divertido. Não tanto quanto assistir o DJ francês fazer vídeos do público com sua câmera digital, que sempre terminavam com um zoom nele mesmo – dava pra sentir que o cara tava alimentando o ego dele big time! Deve ter bombado horrores quando voltou pra casa.
Nunca tinha escutado o Myles Dyson e gostei muito.
Vi o Emok tocando pela segunda vez, e por mais que eu não seja fã de progressivo, tem algo diferente no som dele. É groovy e não deixa cair para aquela atmosfera repetitiva que sinto com muito progressivo em seqüência. Pra mim, no geral é som de fim de festa, para preparar a galera para ir embora.
Anyway, das tracks do Emok (que ele assina Maelstrom) geralmente não gosto – mas o DJ set dele foi definitivamente aprovado!
Na volta para casa, novo perrengue. A van não chegava e ficamos na chuva na beirada da estrada, quase sendo atropelados mil vezes por fritinhos ao volante.
Minha capa de chuva e meu Ipod entraram em cena novamente, assim como meu bom humor. Nada como ir a uma festa esperando pelo pior. :D
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