Depois de milhões de horas em trens e ônibus precários, finalmente chegamos numa cidade "passeável": Sucre.
Ontem foi mais uma trip daquelas! Depois de certa confusão com as bagagens (o carregador levava todas num carrinho, deixou a minha cair, e continuou empurrando, arrastando-a no concreto), pegamos o ônibus que saiu (pontualmente) as 16h30.
Ao embarcar no ônibus (teoricamente o melhor do caminho Santa Cruz - Sucre), uma surpresa: não havia banheiro! Perguntamos ao trocador quando era a parada para banheiro e fomos ignoradas. Uma tia (quase uma cholita) que estava do nosso lado já foi avisando: não havia parada para banheiro. COMO ASSIM? É, 15 horas de ônibus sem paradas. “Pelo menos chega mais rápido né?”
Combinamos beber pouquíssima água e segurar ao máximo, mas caso fosse preciso, faríamos um escândalo histérico com o motorista.
A estrada era precária: inicialmente de asfalto, logo passamos a terra e pedregulhos, sempre subindo, cruzando vales que pareciam poder despencar a qualquer momento. Algumas paradas no meio do nada – nada MESMO – para pegar novos passageiros e colocar sacos de ração em cima do ônibus.
Por volta de 00h foi a primeira parada, num “restaurante”. Por volta de 3h da manha, nova parada. –BAÑO!, gritou o motorista. Lá fui eu com minha mochilinha para constatar que o banheiro era... imaginário! Ali na estrada mesmo, cada um fazia o seu. Ai! Nessa hora ouvi uma voz lá no fundinho me perguntando o que estava fazendo ali, em vez de sentada na sarjeta da Augusta com meu gatito novo, como tinha feito há dois dias atrás. Silenciei a tal voz rapidinho e voltamos para a viagem nos pedregulhos. Ainda bem que não choveu, senão certamente ficaríamos atolados.
Minas de Potosi, espero que vocês façam tudo valer a pena! Check it out: http://tinyurl.com/4o8bohx
Acabamos de chegar em Sucre e fomos para o Hostel Charcas, recomendado pelo Guia Lonely Planet. Um cheiro insuportável! Procuramos mais um pouco e encontramos o Las Torres: limpinho, arejado, com wi-fi, e 70 pesos bolivianos por pessoa. #Sonho
___________________________________________________________
DICAS: Cangas são salvadoras da pátria: servem como coberta para bancos sujos e surrados de trens e ônibus, cobertor na hora do frio, toalha na hora da chuva, cachecol, corda...enfim! Como são de tecido bem fino e ocupam pouco espaço, sempre levo duas.
Outra coisa imprescindível na bolsa de mao é o “kit higiene”: papel higiênico, lenços umedecidos e álcool em gel, para higienizar as mãos. Uma lanterna de LED (encontrada em qualquer loja de R$1,99) também é essencial, pois não há luz de leitura nos ônibus e trens.
0 comentários:
Postar um comentário